5 de fevereiro de 2013

Cápsulas

Nossa, você devia fazer Letras!

- Rs, sou das Artes.

Eu ainda não sabia que seu coração já batia mais forte por mim, ali, no centro da cidade.
Seu olhar se curvou, ao esboçar um sorriso dúbio. Quando quer, você tem o dom de dissimular toda a sua sensualidade. Convenci-me de que aquilo era pura simpatia, de alguém hábil e ligeiro na comunicação.



Pensarei em você. Você é especial demais pra não ser lembrada.

Ler essas duas frases foi como envolver meu ego em veludo. Sim, seu coração batia mais forte por mim e você estava declarando isso.
No Ipod: "Chegar em mim", da Céu, à exaustão.



- Ui, desculpe. Caiu caldinho de feijão no seu casaco?

Imagine.
Não acredito!! A gente tropeça em cada paraíso!

Foi assim, de sopetão, que nos esbarramos naquela fria noite de junho. O inverno deixa você mais elegante. Abraçamo-nos forte. Uma saudade que já começava a ultrapassar o limite da amizade e adentrar o tortuoso terreno da paixão.



Você é eterna demais pra caber em uma hora.

Talvez você seja um PhD na arte de seduzir com boa prosa e requinte, porque, quando olhou nos meus olhos e proclamou essas palavras - com a inconfundível voz macia - tive vontade de te dar as mãos e não soltar nunca mais.
Tatuou meus pensamentos.



Você parece uma flor. Hum... um lírio. Você é um lírio.

Aí já havia passado três meses, alguns beijos e muitos segredos. No sofá do nosso café, entre um brigadeiro e um chá, seus olhos passearam pelo meu vestido florido e me convidaram ao aconchego do teu peito.
Era um bálsamo terminar a semana ao seu lado.



Quem se cansa não está aberto ao diálogo.

Poderia te responder que quem não cuida não gosta.
Que quem trapaceia não é despojado.




E agora, nessa tarde cinza, de um mês que devia ser solar, pauso minhas obrigações para tomar o mesmo chá e comer aquele brigadeiro todo diferente, que tantas vezes degustamos. Sinto-me estrangeira nesse café... Uma parte de mim ficou naquele sofá - agora ocupado por uma trupe de adolescentes -, naquelas conversas e carinhos, que me faziam esquecer que a nossa relação tinha prazo de validade.
O prazo venceu.
Você se foi.
Restaram essas frases-cápsulas, talvez já por você esquecidas, pra remediar a minha saudade.




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