Faço um esforço imenso, mas cada intento perfaz o caminho que, inevitavelmente, desagua nesse não-lugar, semiárido do afeto. Estou sempre na esfera do não pertencimento, flutuando no que há de mais profundo e afundando no que há de mais raso. Detesto fazer parte desse jogo tirânico. Perder a referência, agora, me é insuportável.
Esgotei-me.
Esse não lugar é o verdadeiro início. Nosso coração foi ensinado a respirar em dor. O não lugar, o semiárido, é o princípio que talvez precisemos buscar. Penso na Clarice aqui...
ResponderExcluirTalvez devamos mesmo perder todas as referências, ou melhor, substitui-las todas por isto: https://soundcloud.com/diogoduarteparra-1/uma-aprendizagem-ou-o-livro-5
Você está se tocando. Essa dureza inicial vem disso. Talvez, um dia, a gente chegue ao ponto de encontrar o outro.
Talvez seja o início, mas não acredito que o coração tenha sido ensinado a respirar em dor.
ResponderExcluirClarice: clara, claro. Perder-se é, no fundo, um encontrar-se. Ou pelo menos tentar.
Obrigada pelo comentário, querido. Beijos.